Capacidade Intrínseca: avaliação integrada para promover saúde no idoso
A capacidade intrínseca amplia o cuidado ao idoso, focando autonomia e funcionalidade. Dr. Alexandre Cavalcante mostra como aplicá‑la na prática clínica.
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A capacidade intrínseca amplia o cuidado ao idoso, focando autonomia e funcionalidade. Dr. Alexandre Cavalcante mostra como aplicá‑la na prática clínica.
No envelhecimento, a preservação da independência e da autonomia é tão importante quanto o controle de doenças. O conceito de capacidade intrínseca, proposto pela Organização Mundial da Saúde, avalia dimensões como cognição, vitalidade, motricidade, estado psicológico e capacidade sensorial, permitindo uma abordagem mais ampla e preventiva da saúde do idoso1.
O envelhecimento populacional demanda uma mudança de paradigma: mais do que tratar doenças, é essencial promover saúde, autonomia e funcionalidade. Nesse contexto, surge o conceito de capacidade intrínseca (IC), definido pela OMS como a soma das capacidades físicas e mentais do indivíduo em interação com seu ambiente1.
A avaliação clínica da IC engloba cinco domínios fundamentais: cognição, vitalidade, motricidade, estado psicológico e função sensorial1. Ao monitorar esses aspectos de forma integrada, é possível identificar precocemente declínios e orientar intervenções preventivas, como exercício, suporte nutricional e estimulação cognitiva, antes que condições como sarcopenia, declínio cognitivo ou déficits sensoriais se instalem2.
Neste vídeo, o geriatra Dr. Alexandre Cavalcante, médico geriatra titulado pela SBGG/AMB e coordenador do programa Mais sobre Alzheimer, destaca como aplicar esse conceito na prática clínica pode transformar o cuidado, promovendo envelhecimento saudável e qualidade de vida para os pacientes.
Referências
1. WORLD HEALTH ORGANIZATION. World report on ageing and health. Geneva: WHO, 2015.
2. CESARI, M. et al. Implementing care for healthy ageing. BMJ, v. 357, p. j2240, 2017.