A composição do leite materno vai além da nutrição básica, incluindo sistemas proteolíticos complexos formados por zimogênios, proteases, inibidores e ativadores. Esses elementos são provenientes do sangue, das células epiteliais mamárias e de células imunes, e desempenham papel importante na digestão e no aproveitamento das proteínas pelo lactente.
A presença equilibrada desses componentes pode contribuir para o amadurecimento do sistema digestivo e para o desenvolvimento saudável. Explore o artigo completo e entenda as possíveis explicações evolutivas desse equilíbrio e sua relevância clínica.
O leite materno é o melhor alimento para os lactentes e até o 6° mês deve ser oferecido como fonte exclusiva de alimentação, podendo ser mantido até os dois anos de idade ou mais. As gestantes e nutrizes também precisam ser orientadas sobre a importância de ingerirem uma dieta equilibrada com todos os nutrientes e da importância do aleitamento materno até os dois anos de idade ou mais. As mães devem ser alertadas que o uso de mamadeiras, de bicos e de chupetas pode dificultar o aleitamento materno, particularmente quando se deseja manter ou retornar à amamentação; seu uso inadequado pode trazer prejuízos à saúde do lactente, além de custos desnecessários. As mães devem estar cientes da importância dos cuidados de higiene e do modo correto do preparo dos substitutos do leite materno na saúde do bebê. Cabe ao especialista esclarecer previamente às mães quanto aos custos, riscos e impactos sociais desta substituição para o bebê. É importante que a família tenha uma alimentação equilibrada e que sejam respeitados os hábitos culturais na introdução de alimentos complementares na dieta do lactente, bem como sejam sempre incentivadas as escolhas alimentares saudáveis.