Monitoramento do crescimento e desenvolvimento do prematuro pós-alta - Dra. Rita de Cassia Silveira
Bebês prematuros pós‑alta exigem monitoramento nutricional. Dra. Rita Silveira explica cuidados essenciais para o crescimento em videoaula. Assista.
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Bebês prematuros pós‑alta exigem monitoramento nutricional. Dra. Rita Silveira explica cuidados essenciais para o crescimento em videoaula. Assista.
A falha de crescimento após o nascimento é muito comum em bebês com baixo ou extremamente baixo peso. Dados recentes da Rede de Pesquisa Neonatal do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano (NICHD) mostram que 16% dos recém-nascidos com extremo baixo peso já nascem pequenos para a idade gestacional. No entanto, às 36 semanas de idade corrigida, esse número aumenta para 89%, indicando uma prevalência maior de falha de crescimento.1
Garantir uma nutrição adequada de forma contínua, seja por meio de fórmula específica na impossibilidade do aleitamento materno para prematuros ou leite humano fortificado, é crucial durante todo o período na unidade de terapia intensiva neonatal. Após a alta, a fórmula pós-alta enriquecida deve ser mantida por cerca de 9 meses após o bebê atingir a idade de termo. Já os bebês que são exclusivamente amamentados também precisam de suplementação ou fortificação adicional nesse período.1
No vídeo a seguir, a Dra. Rita de Cássia Silveira, pediatra com especialização em neonatologia, apresenta alguns aspectos fundamentais para o monitoramento do crescimento de bebês nascidos prematuros no pós-alta. Para entender melhor sobre o assunto, assista ao conteúdo da videoaula abaixo.
| O leite materno é o melhor alimento para os lactentes e até o 6° mês deve ser oferecido como fonte exclusiva de alimentação, podendo ser mantido até os dois anos de idade ou mais. As gestantes e nutrizes também precisam ser orientadas sobre a importância de ingerirem uma dieta equilibrada com todos os nutrientes e da importância do aleitamento materno até os dois anos de idade ou mais. As mães devem ser alertadas que o uso de mamadeiras, de bicos e de chupetas pode dificultar o aleitamento materno, particularmente quando se deseja manter ou retornar à amamentação; seu uso inadequado pode trazer prejuízos à saúde do lactente, além de custos desnecessários. As mães devem estar cientes da importância dos cuidados de higiene e do modo correto do preparo dos substitutos do leite materno na saúde do bebê. Cabe ao especialista esclarecer previamente às mães quanto aos custos, riscos e impactos sociais desta substituição para o bebê. É importante que a família tenha uma alimentação equilibrada e que sejam respeitados os hábitos culturais na introdução de alimentos complementares na dieta do lactente, bem como sejam sempre incentivadas as escolhas alimentares saudáveis. |
Referência:
1. Dusick AM, Poindexter BB, Ehrenkranz RA, Lemons JA. Growth failure in the preterm infant: can we catch up? Semin Perinatol. 2003 Aug;27(4):302-10.